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 GRÃ- BRETANHA

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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyTer 15 Jul 2014 - 9:30

O homem parecia vestir uma calça naquele exato momento, parecia ter tirado de uma pequena bolsa, deixando o peito a mostra, se aproximou sorrindo enquanto a arma permanecia apontada ao seu peito, ele era um lobisomem e também um antigo caso, seu nome era Andrew McMahon, Jaina o conhecia de longa data eram amigos e depois de um tempo até mais que isso até que ele se transformou em um lobisomem e quando isso aconteceu Jaina não hesitou em eliminá-lo. Mas como ele poderia estar vivo então? Ou ela havia pensado que o tinha matado.
— Se lembra daquela manhã depois que você me “matou” — Falou ele fazendo sinal de aspas com os dedos — e saiu às pressas me deixando ensanguentado na cama?
Jaina não respondeu, apenas continuou o encarando com sua arma apontada para ele.
— Então, acho que você não atirou no lugar certo. Depois que você foi embora eu me levantei, tomei um banho para tirar o sangue e saí como se nada tivesse acontecido, além de errar o lugar usar uma bala comum foi um erro bem amador sabe. — Disse com um sorriso no rosto.
— Mas eu vi, você estava morto! Você nem respirava. — Respondeu Jaina sem entender alterando seu tom de voz.
— Ah claro. Você é muito inocente! Eu simplesmente prendi minha respiração até que os batimentos do meu coração ficaram tão fracos que você nem sequer notou. — Andrew sempre com um sorriso sarcástico.
— Bom, eu posso muito bem o ter deixado viver por pena... — Com uma grande pontada em seu orgulho, disse Jaina olhando para baixo.
Enquanto Jaina murmurava, baixando sua guarda, o grande Andrew correu tão rápido e silenciosamente que só deu tempo dela perceber onde ele havia ido quando ele já estava atrás dela bem perto de seu corpo.
— Pena? Diga a verdade, eu sei que me ver a surpreendeu. — Sussurrou no ouvido de Jaina.
— Cale essa maldita boca, eu admito que naquela época eu era fraca mas isso mudou, não sou mais a mesma de antes. — Respondeu virando-se de frente para Andrew, fazendo com que seus corpos ficassem tão próximos que Jaina podia ouvir as batidas do coração do lobisomem.
Andrew colocou um de seus braços em volta da cintura dela e a aproximou ainda mais, e com a outra mão imobilizou as duas pequenas mãos de Jaina que ainda segurava a arma.
— E o que você vai fazer agora? Vai me matar?  Se você mudou eu também... — Falou com o mesmo sorriso irônico no rosto na tentativa de embravecer Jaina, enquanto seu olhar se tornava vermelho.
Nesse momento Jaina consegue soltar uma de suas mãos e empurrar Andrew o fazendo cambalear para trás, e então ela pôs-se a ficar de guarda mais uma vez, com sua arma levantada e apontada para o peito dele.
— Você não vai escapar dessa vez. — Disse Jaina com o olhar determinado.
— Então é melhor atirar no lugar certo dessa vez. — Disse o lobisomem sem hesitar, que a essa altura estava enfurecido, seus olhos brilhavam muito forte e veias apareciam em seu pescoço e braços, ele estava se transformando, suas roupas começaram a rasgar e pelos apareciam por todo seu corpo.
Enquanto Andrew se transformava, Jaina foi se afastando dando mais espaço para o possível confronto e então o lobisomem com um movimento rápido se aproximou dela e com suas garras enormes a arranhou bem no braço esquerdo fazendo com que o casaco que estava usando rasgasse. Jaina assustada deu um passo para trás e olhou a sua volta à procura de seu carro que não estava muito distante. 
Correu rapidamente com a outra mão pressionada sobre a ferida, então o lobisomem surgiu mais uma vez atrás dela e dessa vez a agarrando por trás a fazendo cair, Jaina rola enquanto as presas dele era reveladas. Com um movimento veloz Jaina bate bem forte sua pistola na cabeça de Andrew o afastando momentaneamente se levantando e correndo ela vai para trás do carro, recuperando o fôlego ela se vira e procura por ele.
Viu ele se aproximar e atirou contra ele, duas, três, quatro, cinco vezes, um deles pareceu acertá-lo, ele gemeu como lobisomem e foi se transformando em humano, começou a escapar mas Jaina foi atrás, acertou as pernas o fazendo cair e rastejar parou próximo a ele com a arma apontada para sua cabeça.
— Você pelo menos poderia ter me dito o que realmente era desde o começo. — Disse Jaina com um tom de tristeza.
— Isso iria mudar alguma coisa? Acabe logo com isso. — Respondeu o lobisomem sem olhar para Jaina.
E então, sem deixar que mais sentimentos viessem à tona e a fizessem se arrepender, ela deu dois tiros na cabeça de Andrew que caiu para o lado sem emitir qualquer som. Dessa vez ela se aproximou dele e checou se realmente estava morto, e estava.
Um pouco distante dali, fora da estrada, Jaina queima o corpo de Andrew “— Não posso permitir sentir dúvida.” — Pensava enquanto observava o corpo do lobisomem se tornar cinzas.
Cansada e com uma forte dor no braço Jaina entra em seu carro, liga o rádio como um modo de distração e com uma mão no volante e a outra na pequena garrafa de seu amigo, seguiu o caminho de volta para sua casa o mais depressa possível.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyTer 15 Jul 2014 - 10:29

Rhiannon percebeu a aproximação de Jhaesin enquanto o ouviu falar, ela o achava engraçado, ao seu ver ele tinha a palavra certa independente do momento. Quando ele estava saindo do quarto, ela lhe cedeu espaço, depois o observou ir embora.

Quando voltou sua atenção para Lucian, o mesmo a olhava com ternura, sentiu que já o tinha visto antes, era diferente vê-lo tão à vontade, o que o tornava ainda mais atraente, mas Rhia se esforçava para ignorar o magnetismo que ele emitia. 

Olhando-a nos olhos ele a convidou a entrar, ela olhou para a porta do seu quarto, lembrou-se da bagunça em que ele se encontrava, da promessa que tinha feito. Mordeu seu lábio inferior enquanto pensava, eles realmente precisavam conversar, concluiu que alguns minutos não a atrapalharia e ela poderia aproveita-los, talvez isso tornasse o seu afastamento mais fácil. 

Rhia o encarou. — Gostaria – disse tímida. 

Abrindo espaço para que ela passasse, do lado de dentro ela reparou no ambiente na noite passada, estava tão perdida que não notara nada, sua jaqueta estava sobre a cama dele, os lenções bagunçados.

Fumaça ainda saia do banheiro o que mostrava que havia saído do banho a pouco tempo, seu cabelo ainda estava úmido, pra um homem seu quarto estava muito arrumado mais do que do Rhiannon.

Com a bandeja repleta de alimento em mãos ela levou  ate uma pequena cômoda e a depositou  sobre ela. Virou para Lucian que fechava a porta, ajeitando alguns fios de seu cabelo que insistiam em sair do lugar ficou de pé próximo a cadeira onde Jhaeson estava sentado. Olhando para baixou se colocou a falar:

― Lucian, me perdoe pela noite anterior, se não fosse pela minha irresponsabilidade, você não teria passado por nada disso... ― Engoliu em seco. — Tive a capacidade de coloca-lo em duas encrencas em apenas uma única noite, por esse motivo decidi me afastar de você, será o melhor afinal somos diferentes.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyTer 15 Jul 2014 - 14:37

Se aproximando Lucian sentou na cama de frente para ela que estava em pé próximo onde seu amigo estava, evitou olhá-lo nos olhos e então se fez ouvir, suas palavras saiam difíceis e pesadas, ele pode dizer isso pelos seus batimentos, se desculpou pela a noite anterior e o confronto com o vampiro ela parecia sentir culpa por alguma coisa, se colocando todo o credito por tal desastre quando na verdade aquilo era algo que cedo ou tarde aconteceria com Lucian sendo o que ele era.
Ele respirou fundo enquanto ela continuava a justificar algumas coisas, ao terminar ele disse:
GRÃ- BRETANHA - Página 4 Lucian_15
— Por favor sente-se... Primeiramente quero dizer que acreditar que a culpa e sua e um erro, mesmo que não estivesse ali talvez aquilo aconteceria e algo que ocorrer afinal somos inimigos naturais.
Ele esperava que ela se sentasse, o calor que ela emanava podia se sentir ao longe, mesmo ela vendo a forma dele, ali sozinho com ele, nada em seu corpo demonstrava medo, talvez uma timidez um receio mais não medo. Com as palavras de se afastar dele fosse o melhor.
GRÃ- BRETANHA - Página 4 Lucian_14
— Acho que você se afastar não vai adiantar, parece que o destino insiste em brincar conosco, pode até desaparecer mais iremos nós encontra eventualmente, aconteceu uma vez e tenho quase certeza que acontecerá novamente...
Enquanto falava seus olhos pararam nos lábios de Rhiannon, eles estavam rosados talvez por causa da tarde fria que fazia do lado de fora, em seu quarto o calor ainda se espalhava pelo seu banho quente poucos minutos atrás, seu estômago se revirou, a fome o atingira.
GRÃ- BRETANHA - Página 4 Lucian_16
— Rhiannon, você se lembra de ter me visto alguma vez, antes do dia que cheguei na pensão?—Perguntou ele olhando para ela.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyTer 15 Jul 2014 - 22:16

A paisagem passava rapidamente enquanto Jaina avançava pelas ruas, reprisando em sua mente o diálogo com Andrew, uma dor lhe acometia enquanto o braço escorria o liquido vermelho que manchava sua blusa.

Ao chegar, se deslocou até o seu apartamento, seu braço parecia queimar como brasa, pegando a chave no bolso com a mão boa e colocando na porta com dificuldade entrou na escuridão do seu apartamento, indo em direção ao armário ela pega um kit de primeiros socorros, retira vários frascos e ataduras tentando amenizar o corte que Andrew deixou em seu braço.

Pegando uma gaze e a colocando sobre o braço pressionando para que a ferida parasse de sangrar, a dor era intensa, enquanto sentava na cadeira sentia sua vista embaçar e suor escorria por sua testa.

“— O que foi aquilo?” — Pensava consigo mesma sobre o aparecimento de seu antigo “amigo”.

Após a tentiva de parar o sangramento de sua ferida, Jaina dirige-se ao banheiro para tomar um banho. Estava sentindo que seus sentidos começavam a se perder no banho e lavou novamente a ferida, após alguns minutos saiu do banho com uma toalha enrolada em seu corpo, na frente do espelho ela viu seu reflexo, viu os seus olhos e eles estavam fundos  o que demonstrava o quanto estava cansada.

― Estou realmente acabada... Ver Andrew não ajudou, e esta dor que não passa! ― Murmurou consigo mesma.

Secando os cabelos saiu do banheiro, vestiu sua calça de moletom e uma regata preta, caminhando até o quarto seu corpo parecia chumbo, caiu na cama pesadamente, sem demorar o sono a atingiu profundamente nem mesmo o trânsito ou as buzinas dos carros e as vozes do lado de fora poderiam ser ouvidos por ela.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyTer 15 Jul 2014 - 23:25

Rhiannon foi pega de surpresa ao ouvir Lucian convidá-la a se sentar, ele continuou logo em seguida dizendo que a culpa dela era inexistente, não sabia se o mesmo havia percebido que ela se encontrava em um grande dilema interno, sentou-se na cadeira que estava próximo a ele, apenas poucos metros separavam os dois, sem jeito e com os dedos cruzados sentiu a palma de suas mãos suarem.

Viu de relance os olhos dele acompanhar seus movimentos mais afiados do que de um felino, Rhiannon não queria ter aquela distancia entre eles, queria derrubar aquele muro invisível que a impedia de tocá-lo, mas precisou de toda sua vontade para não se entregar a aquele pensamento, tentou pensar em outra coisa como na rivalidade destas duas raças que se perpetuavam a séculos em historias e mitos, onde um seria notado pelo outro.

Apesar de conhecer o sobrenatural Rhiannon sempre teve mais contato com vampiros, e não se sentia nenhum pouco confortável na presença deles, talvez a imortalidade, beleza e sedução apenas escondia os medos que os mesmo talvez desconheciam, percebera que na presença de Lucian e Jhaeson não sentiam o mesmo desconforto talvez por serem vivos, não terem a sedução e poder para ludibriar as pessoas.

Quando ia respondê-lo, argumentar que mesmo que a culpa não fosse dela naquele momento, um dia poderia vim a ser, Lucian se adiantou e disse algo que a deixou perplexa e ao mesmo tempo curiosa, eles se encontrariam novamente mesmo que ela sumisse, olhou-o intrigada e se surpreendeu ao notar que ele já a observava, sem poder sustentar o olhar dele, ela desvia olhando para um dos cantos.

“— O que ele tanto olha em mim, sempre que tento observa-lo seu olhar está fixo em mim, como se pudesse evaporar se ele piscasse” —  Pensou enquanto mexia suas mãos.

Pensava nas palavras que acabara de ouvir, questionou-se se ele falava do encontro do dia anterior na biblioteca, isso poderia ser coincidência e não brincadeira do destino. Mas esse pensamento foi quebrado com a pergunta seguinte que lhe foi feita. 

“— Rhiannon, você se lembra de ter me visto alguma vez, antes do dia que cheguei na pensão?”

Confusa, esforçava-se para lembrar se já o tinha visto antes, observou a luz branca que o acompanhava, tinha certeza que se o tivesse acontecido ela lembraria. Olhou para o chão e sem perceber passou a mão sobre dois furos imperceptíveis que tinha no pescoço, ela não associara, mas a resposta para a pergunta de Lucian estava nessa pequena cicatriz.

Balançou a cabeça negativamente ao encará-lo e ao responder sua voz denunciou a decepção que sentia por não se recordar dele:

—  Acho que não... estou vasculhando cada lembrança que tenho, mas não vejo o seu rosto em nenhuma delas.  — Falou com uma voz que parecia cansada e triste mesmo sem entender a pergunta foi sincera em sua resposta.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyQua 16 Jul 2014 - 15:22


Os olhos de Lucian se desviaram de Rhiannon pela primeira vez, fechando os olhos enquanto balançava a cabeça negativamente e se deixava sorrir, mas um sorriso sem qualquer humor ou emoção, talvez frustração e descrença. Sua expressão mudou quando seus olhos abriram novamente estava endurecido, mesmo sem ela se lembra dele, Lucian acreditava que esta lembrança estava ali, guardada trancada em uma porta, quando a olhou viu as mãos dela no pescoço como se tocasse algo.

O lugar era o mesmo que se lembrara, ela ainda levava consigo marcas daquele encontro, as memórias vieram em sua mente tão vívidas e reais que quase o fez mergulhar nas lembranças, fixou seu olhar em Rhiannon e disse:

GRÃ- BRETANHA - Página 4 Lucian_18
— Entendo... Não me surpreende que não se recorde, mas tudo bem isso aconteceu a pelo menos cinco anos atrás, você era jovem, mas não se lembrar se deve alguma outra coisa, como... — Parou no meio de sua frase, seu olhar estava distante perdido, como se formulasse hipóteses.

A noite já estava quase chegando pela janela o quarto começou a ganhar sombras da luz que se apagava do lado de fora, Lucian se calou por alguns segundos, voltou a olhar para ela e continuou como se estivesse cansado.

GRÃ- BRETANHA - Página 4 Lucian_17
— Esqueça isso... Não importa mais. Como havia dito somos diferentes, talvez mantermos distancia seja a melhor opção, mesmo que não tenhamos nada apenas estarmos próximo pode colocar você em perigo.  — As palavras saia como arame farpado da boca de Lucian, não era aquelas palavras que realmente gostaria de dizer.

GRÃ- BRETANHA - Página 4 Lucian_12
— Sei que não tenho direito de pedir nada a você mais poderia me prometer apenas duas coisas? 1° se possível poderia guardar segredo sobre o que viu ontem e sobre os de minha espécie... Tenho um trabalho a fazer ainda e preciso desta descrição, a 2° gostaria que evitasse ter contato com os vampiros, como você bem sabe as coisas estão se agitando, e pessoas podem se machucar, não gostaria que você fosse uma delas. — Desviou o olhar se levantando da cama, foi ate a sua janela, ficando de costas para Rhiannon.

Do lado de fora, o céu estava acinzentado, se tornando azulado, os últimos raios de sol começavam a desaparecer no horizonte da cidade.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySex 18 Jul 2014 - 11:01

Ainda com as mãos em seu pescoço, Rhia acompanhava o movimento dos lábios de Lucian, enquanto o mesmo falava parecia alheio às coisas a sua volta, perdido em pensamentos.

Ela não imaginava que suas próximas palavras fossem machucar tanto. Quando ele disse que talvez a distancia séria a melhor opção, foi como um tapa em seu rosto, deixando-a perplexa, sim, ela já havia se comprometido a isso antes, não se preocupava com a sua segurança, porém com a dele.

Uma coisa seria ela se afastar por livre e espontânea vontade, outra era ser dispensada dessa forma, independente da justificativa, imaginou como ele poderia ter se sentindo ao ouvi aquelas mesmas palavras pronunciadas por ela. Sentiu a revolta crescer dentro de si, queria estar com ele, entender tudo o que estava acontecendo, ter uma resposta para a pergunta dele, por que ela não se lembrava dele ou como teriam se conhecido? Há cinco anos estava em um lugar isolado em uma espécie de retiro espiritual e ele não parecia do tipo religioso.

Não olhava mais para ele, agora abaixara a cabeça, colocou-a entre suas mãos, estava cansada de viver no escuro, sem saber nada e nem poder fazer nada, sentia-se perdida. Rhiannon ouviu com atenção o que Lucian a pedira:

— Sei que não tenho direito de pedir nada a você mais poderia me prometer apenas duas coisas? 1° se possível poderia guardar segredo sobre o que viu ontem e sobre os de minha espécie... Tenho um trabalho a fazer ainda e preciso desta descrição, a 2° gostaria que evitasse ter contato com os vampiros, como você bem sabe as coisas estão se agitando, e pessoas podem se machucar, não gostaria que você fosse uma delas.

Ela também se levantara, conforme ele falava, sentia-se vazia, em seus pensamentos era somente mais uma humana entre milhões de outros, ele não precisaria desperdiçar tanta atenção com ela. Silenciosamente foi até a porta e ao girar a maçaneta respondeu baixo, um pouco mais alto que um sussurro e com a voz inexpressiva:

- Prometo... – Para Rhia aquela palavra não tinha nenhum valor, estava falando da boca para fora, não se importava se estava mentindo ou não, de qualquer forma eles não teriam mais contato.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySex 18 Jul 2014 - 14:09

Enquanto olhava pela janela Lucian ouvia as batidas do coração de Rhiannon, ele tinha medo de olhá-la no olhos e fraquejar, ele precisava se manter firme, ele ouviu ela se levantar mais não se virou, permaneceu olhando para fora de braços cruzados, seu corpo queria se mover ate ela, acariciar sua face e não pensar em nada que não fosse beijá-la.

Lucian nunca imaginou que se sentiria assim, ele fora alertado que às vezes o destino pregava peças, mas aquilo fora cruel, como ele poderia se perder por alguém daquela forma, quando ele a salvara, jamais poderia  se ver nesta situação, mais revê-la na pensão trouxe as lembranças do passado, quando ele matou o vampiro que estava bebendo de seu sangue, ela lutava para se livrar mais se não tivesse chegado ela teria sido morta.

Vendo ela caída Lucian se direcionou ao hospital com ela nos braços, onde ele a deixou para ser cuidada pelos médicos, sua mente havia viajado ao passado ele revivia tudo que ocorrerá, o rastreamento do vampiro, a perseguição e a morte dele pelas mãos de Lucian após atacar Rhiannon. Lucian retornou quando ouvi a maçaneta girar, ele não permitira deixa-a sair daquele jeito.

Mais rápido que um humano comum encurtou a distancia dos dois, fechando a porta, estando a centímetros dela, seu peito tocava as costas dela, sua voz estava baixa quando falou quase como um sussurro no ouvido dela.


GRÃ- BRETANHA - Página 4 Lucian_9
— Você não entendi Rhiannon... Não era assim que eu queria que as coisas fossem, de verdade. — Sua mão escorregou sobre a dela, ela parecia tremer, talvez segurando as lágrimas, e isso o quebrou, o perfume de sua pele o atingiu o fazendo inalar fortemente.

Suavemente ele a vira para ele, seus olhos estavam baixos como se evitasse olha-lo nos olhos, as mãos de Lucian tocaram seu queixo erguendo o rosto dela para que seus olhos se encontrassem os encarando aqueles olhos castanhos tão profundos, os lábios dela o atraiam, a vontade de beijá-los era insuportável, a pele dela pareceu se esquentar em sua mão, os batimentos delas aceleraram, e os dele também explodiu em seu peito.

GRÃ- BRETANHA - Página 4 Lucian_24
“— Que se dane!”.—Pensou Lucian se aproximando dos lábios de Rhiannon, nada mais importava apenas a necessidade de ter os lábios dela nos dele.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySab 19 Jul 2014 - 18:50

Deu um passo para trás quando a porta se fechou, foi então que sentiu o corpo de Lucian encostar-se ao seu, isso foi o suficiente para fazer seus olhos encherem de lágrimas, não era justo com ela, ele já havia dito que o melhor seria manter distância, o que mais ele falaria para terminar de partir seu coração? Tudo aquilo já não teria sido o suficiente?

“― O que mais precisarei ouvi, já entendi a mensagem...” – Pensou consigo. 

Tentou abrir a porta novamente, mas a mão de Lucian encontrou a dela e a tirou da maçaneta, o ouviu falar baixo, próximo a sua orelha, o seu hálito quente a fez se arrepiar, ficaram frente a frente, suspirou quando ele a fez encara-lo, com os lábios entre abertos fixou seu olhar no dele, as lágrimas ameaçavam cair, queria entender o que se passava em sua cabeça, ele parecia em conflito e isso fez com que seu coração acelerasse.

Uma expectativa que algo pudesse acontecer, mas questionou se compensava deixar seu orgulho de lado por um momento. Poderia se vingar dele, agora que demonstrava deseja-la seria o momento perfeito para ir embora. Mas ela sabia que os dois queriam o que estava para acontecer e além do mais ele a salvara duas vezes, poderia usar isso como desculpa para as consequências.

Antes que pudesse concluir seu pensamento, os lábios se tocaram, isso a surpreendeu fazendo arregalar seus olhos por alguns segundos, antes de se entregar ao momento, fechou os olhos e retribuiu o beijo, ele a beijava com suavidade, como se aproveitasse cada segundo, ela repousou sua mão sobre a nuca dele, afundando seus dedos em seu cabelo, tocou seu braço com a outra, encostou seu corpo ao dele, passou a ponta da língua em seus lábios, enquanto era pressionada contra a porta, de forma a não escapar.

“― O que estou fazendo...”― Eram os flashes de consciência que a atingiam em alguns momentos antes de se perderem no desejo daquele momento.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySab 19 Jul 2014 - 21:43

Lucian se deixou levar pelo momento, ele sabia o que precisava fazer, mais seu corpo não obedecia, enquanto seu coração batia rápido, ele podia ouvir a velocidade do de Rhiannon enquanto seus lábios se tocavam, primeiro delicadamente depois com maior intensidade.

A medida que o beijo ia se prolongando ele sentiu as mão de Rhiannon tocar seu corpo, uma em seus cabelos e a outra em seu corpo, as mãos de Lucian pareciam saber exatamente onde se encaixar  uma segurando a parte de trás de sua nuca e a outra na cintura a pressionando contra a porta.

A respiração ficava entre cortada, Lucian podia sentir o magnetismo que atraia seus corpos, a segurando pela cintura a trouxe ate a cama não se preocupou com mais nada nem se a porta estava trancada a depositou nos lençóis , a olhou nos olhos e não pode controlar a verdade que o atingira, que estava perdidamente envolvido por ela de tal forma que não saberia dizer se conseguiria ficar longe dela.
GRÃ- BRETANHA - Página 4 332p4lh

― Rhia...
— Chamou pausado o beijo enquanto respirava pesadamente.


O corpo de Lucian estava sobre o de Rhiannon, tão pequeno e frágil, que ate mesmo Lucian tinha medo de usar força demais, fechou os olhos e depois encarou os de Rhiannon.
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― Não sei o que estou fazendo, isso e mais forte do que eu, por isso quero que me diga... Isso é o que você quer? Esta pronta para fazer algo que possamos nos arrepender depois? Não sei dizer como ficarei,mas neste momento, sinto meu corpo queimar ansiando pelo seu.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyDom 20 Jul 2014 - 22:17

― Não sei o que estou fazendo, isso e mais forte do que eu, por isso quero que me diga... Isso é o que você quer? Esta pronta para fazer algo que possamos nos arrepender depois? Não sei dizer como ficarei,mas neste momento, sinto meu corpo queimar ansiando pelo seu.

Rhiannon sorriu em resposta, não disse nada apenas trouxe o rosto dele até o seu e o beijou depositando em lábios o consentimento para continuarem, não queria parar, sabia que o arrependimento viria. Mas ela o desejava como nunca quis ninguém, era como se algo a atraísse para ele, não conseguiria ficar longe dele, praguejou contra o destino, contra as leis que regiam a vida, não poderia continuar. Não naquele momento, mas seus lábios disseram outra coisa.

- Sim, é o que eu quero... – Sussurrou voltando a beija-lo, dessa vez com mais intensidade.

Tocando o rosto de Lucian com as mãos enquanto o beijava, ela se sentou obrigando-o a fazer o mesmo, se ajoelhou sobre ele, deixando suas pernas entre as delas. Sua consciência a dizia para não continuar, estava ali por obrigação. Esforçou-se para ignorar o pensamento, sentia a raiva voltar a tomar conta dela, tirou a camisa de Lucian, a respiração de ambos estava acelerada, ela o fez deitar na cama, com o seu corpo sobre o dele agora, sua boca foi em direção ao pescoço, beijando-o, enquanto deslizava as mãos pelo corpo bem trabalhando.

Prosseguiu com os beijos descendo para o ombro indo cada vez mais abaixo, parou no umbigo e o olhou maliciosamente, ela queria se perder nele, sentia-se tão atraída e protegida, desejava ser preenchida, acabar com aquele vazio que sentia todos os dias antes dele surgir em sua vida. Sentou-se novamente sobre ele e tirou sua blusa, depois de joga-la longe, ela o abraçou e depositou beijos em seu pescoço. Eles com certeza não poderiam continuar com aquilo , porém naquele momento nada mais importava.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySeg 21 Jul 2014 - 10:21

Lucian deixou a escolha nas mãos de Rhiannon, mas assim como ele, parecia que resistir aquela sensação e ligação era muito difícil, a voz sussurrada dela o fez se perder enquanto ela o beijava, mais não era um beijo contido, mas ávido e sedento como se fosse à única coisa capaz de matar sua sede.

Os olhos de Rhiannon estavam intensos quando olharam para Lucian, suas mãos tocaram seu rosto, suas mãos eram suaves e delicadas, se sentou diante dele, ele fez o mesmo enquanto ela juntava suas pernas ajoelhadas, suas mãos escorreram para o peito dele, pegou a camisa e a tirou, revelando sua pele e seus músculos bem definido dos exercícios diários.

O jogou na cama e deitando em seu corpo, ele estava ciente da fragilidade, da delicadeza de seu corpo sobre dele, sentia que qualquer excesso poderia quebrá-la, mas isso não impediu de segura-la enquanto os lábios dela escorriam por seu pescoço, as mãos dela o analisava tocando os  braços e peito.

A intensidade daquele momento estava presente no ar, os beijos continuavam enquanto Rhiannon , parando e se colocando diante dele ela retirou a blusa, os olhos de Lucian a devorava, revelando sua pele clara ele podia ouvir o coração descompassado dela, o abraçou fortemente como se tivesse medo que ele sumisse, ele entendia isso, enquanto lutava com o vampiro a segurança dela era o que girava em sua mente.

A segurou pela a cintura e a colocou suavemente na cama e ficou por cima dela, sua respiração estava forte, olhá-la o fez entender que talvez, apenas talvez ele poderia fazer as coisas de uma forma diferente, uma maneira que o permitisse esta com ela, Lucian sabia, de alguma forma ele entendia que era ela a mulher feita para ele, explicar  tal sensação era impossível.

A beijou, escorrendo por sua pele, enquanto desabotoava a calça dela, os tênis dela já estavam no chão a deixando apenas com as peças intimas a viu envergonhada, ou talvez fosse um pouco do frio que estava do lado de fora. Ele a beijou suavemente dessa vez, beijando seus lábios, depois de cada lado do seu rosto.

GRÃ- BRETANHA - Página 4 Lucian_26
“— Gostaria que este momento pudesse ser congelado, para nunca acabar...” — Pensou Lucian segurando-a pela cintura e trazendo para próximo de seu corpo a beijando.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySeg 21 Jul 2014 - 21:35

Em um piscar de olhos Rhia estava sob Lucian, ele a deixou seminua e a olhava com admiração, estava tímida, mas quando foi beijada novamente e a sua pele tocou a dele, pensou apenas em como o desejava, enquanto Lucian beijava-lhe o pescoço, sentiu uma dor aguda no peito, era o sentimento de culpa que finalmente vencera sua vontade de se entregar, uma de suas mãos estava nas costas de Lucian e a outra nos cabelos dele, ela o abraçou com mais força enquanto encarava o teto, ele beijava a pele exposta que ficava entre seu pescoço e o seu ombro, conforme a barba dele a tocava sentia seu corpo se arrepiar em resposta a aquele estimulo, triste e ainda o abraçando com força, ela encostou seu rosto no dele e sussurrou em seu ouvido com a voz tremula:

― Lucian... Eu não posso. ― Estava com medo do que viria a seguir.

O afastou, se libertando de seus braços e sentando, rapidamente puxou o lençol sobre seu corpo o comprimindo, olhou para baixo, reunindo o resto de coragem que havia dentro de si.

Não queria rejeita-lo, mas como dizer o que sentia, sem parecer isso? Ela o desejava, ficar longe dele a destruiria por dentro, não sabia como iria suportar aquilo, porque mal conseguia aguentar aquele aperto em seu peito que era forte o suficiente para fazê-la respirar com dificuldade.

Primeiro sentira uma raiva abrasadora por ele a ter rejeitado, depois felicidade por descobrir que ele a desejava  e agora tristeza por se sentir culpada por quase ter ido longe demais, sentiu-se infantil. E acreditava que Lucian talvez pensasse o mesmo.

Respirando fundo, olhou para ele sem encarar seus olhos, mas olhando sua forma, e lá estava a luz cintilante que sempre o acompanhava circulando seu corpo, Rhia queria observar se aquela luz iria responder a aproximação dela e foi o que aconteceu, a luz seguiu sua mão como se fosse um imã;

― Eu vejo uma luz a sua volta, branca e cintilante, isso nunca aconteceu antes. ― Disse ela, sua voz denunciava a tristeza que tomara conta dela. ― No inicio me assustei, por isso eu fugi de você na noite em que chegou. ― Respirou fundo e encarou suas mãos. – Pode parecer loucura, mas eu vejo e sinto coisas que outras pessoas não podem.

Olhou para o lado, observando as roupas espalhadas pelo chão.

― Eu também vi uma luz em volta de Durval, porém era completamente o oposto da sua ela era vermelha e a energia que emanava era tão maligna que me imobilizou, por isso não fui embora de imediato, eu nem sequer entendia o que você falava com clareza.

Respirou fundo pela ultima vez e encarou Lucian.

GRÃ- BRETANHA - Página 4 2utl2kn

― Não posso continuar com isso, porque assim como vocês, eu não sou tão normal.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyQua 23 Jul 2014 - 10:17


As palavras sussurradas de Rhiannon, fora como um soco na cara, ele se retraiu dizendo não poder seguir, afastou sem resistência dos braços Lucian, se sentou na cama pegando o lençol e se cobrindo, Lucian apenas permaneceu no mesmo lugar.

Ele estava ciente que ela o olhava, mais agora ele estava entorpecido, havia se deixado levar pelo momento, ele um alfa que tinha uma obrigação com seu povo fraquejou, e fora parado por ela Rhiannon,  a mão dela correu próximo ao seu corpo sem tocá-lo, ela via algo que ele não enxergava mesmo com aqueles olhos.

Ele ouvia ela falar mais não prestava atenção sua mente voltava a um momento onde assumiu a responsabilidade do clã quando adquiriu o direito de alfa, ele olhou para ela vagamente e capturou parte da conversa quando falava da vez que ela fugia dele, sobre uma luz em volta dele.

Ele viu o final as palavras saírem de sua boa, mais não ouviu as palavras, mais ver o mover de seus lábios dizia que via e sentia coisas que outras pessoas não podiam, os olhos dela correram pelo quarto vendo as peças de suas roupas. Ele se sentou de costas para ela. O restante da conversa fora apenas um som distante em sua mente, se virou para Lucian e os olhos estavam sérios e tristes.

Em suas palavras ainda segurando o lençol sobre seu corpo falou que não podia continuar, pois ela não era uma pessoa comum, assim como eles, mas isso não tornou mais fácil. Um sorriso fraco e sem vida passou pelo rosto de Lucian ele desviou do rosto dela  sentando de lado na cama, pegou a blusa dela e a entregou.


GRÃ- BRETANHA - Página 4 Lucian_15

— Acho melhor você se vestir, esta frio  lá fora agradeço sua atenção comigo, e pela comida, sobre o que quase aconteceu não se preocupe... Talvez tenha sido melhor assim, acho que deveria ir pro seu quarto Jhaeson deve esta quase voltando. — uniu as mãos cruzando os dedos como se tentasse se controlar.

Ele não teria forças para encará-la, Lucian havia fraquejado e recebera as consequências disso, mais cedo do que imaginava, aquilo serviu de alerta para que ele não se iludisse achando que poderia fazer as coisas darem certo, apenas existiam coisas impossíveis.

O  sol já havia se escondido, a noite cobria o céu algumas poucas estrelas brigavam com as luzes dos carros e das casas, Lucian se levantou sem camisa e se prostrou diante  janela olhando para as casas que se perdiam nas sombras ao longe.

GRÃ- BRETANHA - Página 4 4rsr4k
“— Fui um tolo...” — Pensou consigo mesmo.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyQua 23 Jul 2014 - 20:15

O sol se punha, e o crepúsculo surgia, a grande lua cheia subia aos céus e as trevas renasciam para mais uma noite. A melancolia e a incerteza que me atacaram na noite passada haviam se tornado apenas uma lembrança longínqua, e meu ímpeto voltara, a minha busca continuava.

 Nas frias ruas, o fluxo de pessoas ia diminuindo, os humanos estavam inquietos, as estranhas notícias percorriam a cidade, um período sombrio estava para começar, e não só nós criaturas da noite o notamos.

 A sede surgira, a sede que somente sangue poderia saciar. Peguei um grande manto negro em meu guarda-roupa, desci as escadas saindo à procura de alguém digno de ser minha presa. 

 O sangue que me agradava não era mais tão fácil de se achar, o sabor é o que menos me importava, afinal, o sangue que me propunha a consumir era o que me proporcionava vingança, mesmo uma tão ínfima como essa, me era prazerosa.

 Andei pelas ruas tortuosas daquela cidade, passei pelos distritos históricos e industriais, chegando finalmente na parte rica da cidade, passei pela casa que á alguns dias atrás havia ateado fogo, agora não passava de ruínas chamuscadas, um estado que me arrancara um pequeno sorriso de aprovação.

 No alto de uma subida achei o que procurava, uma antiga casa de arquitetura romana, com meus odiados símbolos celtas ornamentando sua a fachada superior. A casa era bem iluminada, haviam guardas rondando os amplos e floridos jardins. 

 Invadi a casa, pulei o murro e saltei de árvore em árvore, com a suavidade de uma leve brisa, adentrei na varanda de uma das portas do segundo andar. Uma das empregadas estava lá, a hipnotizei e a fiz me convidar a entrar, o quarto onde eu estava era uma grande e espaçosa biblioteca, cheia de livros raros e de artefatos que me chamaram a atenção, me chamaram a atenção o suficiente para que eu tivesse bons motivos para mudar meu objetivo aquela noite.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyQua 23 Jul 2014 - 20:43

Contara-lhe algo que nunca havia dito a ninguém antes de Lucian, mas ele simplesmente parecia  ignorar, ela esperava um pouco mais de consideração. O sorriso irônico dele foi o suficiente para sua consciência deixar de penaliza-la por não ter prosseguido.

Rhia pegou a blusa da mão dele, o encarava fria ao ouvi-lo sugerir que se retirasse. 

O agradecimento dele a enojou. E quando pela segunda vez ele lhe deu as costas, ignorando-a, sentiu a repulsa tomar com de si. Levantou e terminou de se vestir, com o par de tênis nas mãos foi até a porta e a deixou entre aberta, de cabeça levantada e semblante fechado disse friamente:

― Jhaeson é a melhor desculpa que tem para me mandar embora? ― Sentia-se incompreendida, caso houvesse de fato um sentimento da parte dele, além do desejo, teria sido ouvida e encontrariam uma solução para ficarem juntos. Sentia-se aliviada por não te agido conforme seus impulsos. Agora sabia que o amava, mas nem por isso iria deixar sua dignidade naquela cama. 

Prosseguiu:

― Essa é a segunda vez que você me vira as costas hoje, então não perca mais tempo me salvando, a próxima vez em que nos encontramos, me ignore. Não o rejeitei, eu apenas não poderia prossegui com isso, eu iria lhe explicar o motivo para juntos encontramos uma solução. Iludi-me por acreditar que seria compreendida.  Eu que agradeço por me abrir os olhos e desculpe-me por não ter lhe dado o banquete completo. 

Rhiannon sentia as lágrimas quentes rolarem sobre seu rosto enquanto saia do quarto de Lucian, fechando com força a porta atrás de si.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyQua 23 Jul 2014 - 21:08

Durante a noite, enquanto dormia, Jaina começara a ter pesadelos em que era seguida, mas não sabia por quem, corria desesperadamente por uma rua escura onde apenas luzes fracas de postes iluminavam o caminho. Quando pensava estar segura algo segura em seus ombros e quando se vira para ver quem era acordou assustada sentando em sua cama.

Olhando pela janela de seu apartamento, viu os fracos raios de luzes, as buzinas dos carros eram uma rotina costumeira para ela que já havia se acostumado com toda aquela movimentação. Se levantou e foi até a janela com a mão em seu braço, viu que a ferida havia desaparecido, a marca deixada por Andrew não existia mais.

— Mas o que... — Disse consigo mesma olhando assustada para o braço “curado”.

Estranhamente o grande e profundo arranhão que Andrew fizera em seu braço não estava mais lá, era como se nunca estivesse estado ali. Jaina corre para o banheiro, ainda olhando perplexa para seu braço, e para de frente ao espelho na tentativa de enxergar melhor o braço.

“— Ótimo, agora só falta eu me transformar em cachorro.” — Pensou enquanto se olhava no reflexo do espelho.

Saindo do banheiro foi para a cozinha para comer alguma coisa, abriu a geladeira e não havia nada, sentiu uma raiva crescer dentro de si e fechou com força a geladeira, se arruma colocando uma calça jeans escura e uma camisa de manga, e tênis.

Enquanto caminha seu ouvido foi atingindo por ondas altas de músicas, se virando desesperada procurava o causador de altura absurda, ninguém parecia notar isso, colocando as mãos sobre os ouvidos tentava abafar o som, enquanto um rapaz passava correndo, ao se distanciar o som diminuía.

Confusa e atordoada parou na cafeteria, seguiu para o balcão olhando para todos os lados, sentia que todos a olhavam, pede um café forte, todos os cheiros começam a invadir suas narinas ao mesmo tempo, uns forte, outros picantes, tenta afastar estes cheiros enquanto espera seu pedido mas é impossível, enquanto as conversas de todos a mesa parecem tão próximo a ela no balcão de espera.

― Aqui está. — Falou a balconista.

Pegou o café e vai para a mesa mais isolada, o sol está começando a aquecer e revelar sua luz, tentando afastar os ruídos Jaina se concentra apenas em seu café, focando nisso e respirando, os sons parecem diminuir.

Terminando seu café saiu da cafeteria, Jaina caminha vagarosamente por uma das ruas principais de sua cidade, tudo parecia tão diferente, tão mais intenso, qualquer som, qualquer cheiro, até mesmo as cores pareciam estar mais vivas, quando percebeu havia perdido a noção do tempo, como se tivesse parado em algum momento. Já era de tardinha, enquanto retornava pelo caminho que viera, reparou em um homem que estava em pé encostado em uma parede, ele parecia distraído, mas o que Jaina não podia contar era que ela acabara de sentir uma estranha atração por aquele homem, ela não conseguia parar de olhá-lo como se sentisse obrigada a fazer algo, ele era estranho.

Jaina não sabia ao certo o que estava acontecendo e por impulso correu até o homem sem saber o que fazer exatamente, ele com um reflexo rápido se virou e empurrou Jaina com tanta força que ela acabou sendo jogada longe, em uma viela deserta.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyQui 24 Jul 2014 - 20:49

Lucian estava distante e ao mesmo tempo consciente das coisas a sua volta, ele observou Rhiannon se vestir pelo canto dos olhos, segurando seus tênis seguiu ate a porta, ela a abriu fazendo um rangido baixo a deixando entre aberta, Lucian continuava olhando para o lado de fora da cidade, a face dela estava triste e fechado.

As palavras saiam dos seus lábios amargas, a doçura de sua voz havia desaparecido, ele não queria manda-la embora, mais fazer ficar apenas pioraria a situação, uma vez que ela havia conseguido fazer o que ele deveria que era resistir aos seus sentimentos e desejos. Ele nada falou, enquanto ela continuava, pode ouvir a mudança cardíaca de seu peito.

As  palavras dela entravam cortando seu coração,  as costas que dava a ela era para evitar fraquejar, é deixar de salva-la era impossível se pudesse ele o  faria, era algo mais forte que ele mesmo, ela tentava explicar o motivo de ter parado o clima que estavam, ele não a culpava por isso, mas ele se sentia envergonhado por não ter se contido, fechou os olhos quando as palavras finais delas interromperam, ela saiu do quarto fechando a porta com força deixando Lucian sozinho com seus pensamentos.

Do lado de fora da pensão Jhaeson havia saído para caminhar, dar um tempo para Lucian, antes dele contar as ultimas noticias, havia tomado um café e agora matava tempo,  ele sentiu uma presença, era a sensação de uma predador mirando sua presa, virou no momento exato que uma jovem saltou sobre ele.

Com um reflexo sobre-humano  a segurou e empurrou  com força a lançando em uma viela deserta, ele caminhou pela mesma direção e parou diante dela, as sombras dos prédios cobriam a viela, o sol estava se abaixando rapidamente, assim como a temperatura, as pessoas iam e vinham e nem sequer olhavam para aquele espaço vazio.

Jhaeson sabia o que via, apenas não acreditavam, suas garras se mostraram, seus olhos brilharam amarelos ao olhar para a garota os olhos dela tbm estavam amarelos, ele sabia que um confronto se aproximava.


GRÃ- BRETANHA - Página 4 2wdvxon
― Quem e você e porque me atacou? Sabe o quão perigoso e isso...  Onde esta seu bando?


Última edição por WELL em Seg 4 Ago 2014 - 0:59, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySex 25 Jul 2014 - 11:24

Com o movimento do homem Jaina foi ao chão, mas rapidamente se colocou de pé, seus olhos o encaravam enquanto parou diante dela e a observava quando falou:

― Quem é você e por que me atacou? Sabe o quão perigoso é isso...  Onde está seu bando?

Jaina estava confusa e sem qualquer controle, ela sabia que aquilo era por causa do profundo corte feito por Andrew, aqueles olhos vermelhos, eram as cores de olhos de um alfa, se o que estivesse formulando em sua mente se confirmasse ela estaria em grandes apuros. Mas antes que pensasse mais alguma coisa, as palavras daquele homem a surpreenderam, mas o que a atordoou mais foi ver os olhos e as garras dele crescerem.

Ele havia se transformado naquilo que ela mais odiava, Jaina estava fora de si, uma raiva e um instinto crescia em seu interior, ela não queria pensar na possibilidade mas se o que ela estivesse imaginando se provasse real, ela teria apenas duas escolhas, e nenhuma delas a agradava.

― Não tenho droga de bando nenhum, você acha que eu queria estar desse jeito!? — Disse Jaina muito confusa enquanto seus olhos o observavam.
― Eu não consigo me controlar, essa raiva, uma dor está me consumindo como se uma fera precisasse se libertar, preciso de ajuda. — O rosto dela se contorceu em uma careta ao imaginar a ajuda de quem precisaria.

Jaina nunca podia imaginar que um dia chegaria a pedir ajuda a um lobisomem, era a última coisa que gostaria, mas sabia que se precisasse de algum auxílio isso só poderia ser feito por alguém que realmente entendesse do assunto e naquele momento aquele homem parecia ser a melhor ajuda que teria.

Quando os caçadores descobrissem o que se tornou, ela seria uma presa e assim como ela caçava agora seria caçada, e esta sensação a desagradava, amaldiçoou Andrew por aquilo, imaginou a face dele sorrindo prazerosamente com a desgraça dela.

Tentando controlar a fúria de seu interior respirou pesadamente como se tentasse se acalmar, fechou os olhos quando viu suas mãos garras começavam a surgir, o que ela temia parecia real, esperou alguns segundos abriu os olhos e encarou o homem.

— Eu... Eu me chamo Jaina Menethil, se isso serve para alguma coisa, eu sei bem o que é você! — Suas garras haviam retraído novamente, mas a respiração ainda era pesada como se estivesse lutando contra si mesma.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySex 25 Jul 2014 - 14:21

No vasto mar de livros que aquele cômodo proporcionava, a lua banhava com a luz prateada que era graciosa, como se estivesse me guiando para o que mais me chamara a atenção, um setor claramente mais empoeirado e abandonado que o resto da biblioteca, como se a coragem para adentrar naquele espaço faltasse para os moradores daquela casa.
 
 Grandes e rústicas estantes com livros tão antigos que antecediam a maquinação, inundavam os olhos, prateleiras com artefatos e tesouros de uma civilização que já não existia mais, completava a disposição.

 A iluminação da lua não me era satisfatória para algo que aguçara de maneira tão intensa minha curiosidade, me virei para a empregada, que agora me era uma serva, e a ordenei que trouxesse um castiçal e algumas velas, afinal, eu ficaria por lá durante algum tempo, e não queria correr o risco de perder algum detalhe do que aqueles livros poderiam oferecer.

 Após alguns poucos minutos, a empregada voltou trazendo o que pedira, selecionei alguns livros cujos títulos mais me chamavam atenção, me sentei e começando a lê-los. Após algumas horas e algumas dezenas de livros algo me fez parar a leitura.

 Uma expressão de surpresa e um sorriso de satisfação brotaram em meu rosto. Um dos últimos livros da estante mais afastada, cujo título era "Celtas e seus principais conflitos", continha uma pequena carta, com a mesma caligrafia e brasão da carta que havia recebido alguns anos atrás, a maldita carta que havia mudado todo meu destino, a carta que me salvara. 

 Dentro dela, havia apenas algumas poucas palavras, uma dica e uma referencia. Fiquei encarando aquela carta por alguns minutos, me virei para a empregada e perguntei de maneira retórica: 

GRÃ- BRETANHA - Página 4 PiQtgSe
— Será que ainda consigo pegar o trem das 21h? — Gesticulou para a empregada com olhos distantes.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySab 26 Jul 2014 - 23:04

Caminhou até seu quarto, Rhiannon colocou seus tênis no chão e reparou que seu celular vibrava sobre cama, pegou-o e leu a mensagem que lhe foi enviada, alguém queria uma consulta com ela. 

Olhando para o aparelho, cogitou se seria perigoso sair, principalmente depois da noite anterior, seus instintos diziam para não ir. Mas sentia uma enorme necessidade de esquecer o que acontecera no fim da tarde, a noite já havia chegado.

Com o celular nas mãos caminhou até a janela, a rua ainda estava movimentada, provavelmente não teria perigo se ela fosse rápida. Lembrou-se da promessa feita ao Lucian, mas era uma mentira, não deixaria de fazer algo apenas porque ele pediu.

Vestiu uma jaqueta de couro, agradeceu mentalmente por ter mais de uma, já que esquecera a outra no quarto ao lado, calçou suas botas e respondeu a mensagem.

“― Estou a caminho. Rhiannon”. 

Pegou suas chaves, o baralho de tarô e saiu colocando tudo em sua bolsa. Ignorou o quarto de Lucian, ao sair da pensão atravessou a rua, seria rápida, chegou ao local marcado em poucos minutos, entrou em um bar, havia poucas pessoas no estabelecimento, as luzes baixas contribuíram para que um pressentimento tomasse conta da jovem.

“― Já que eu estou aqui, não adianta ter medo” ― Pensou consigo mesma.

Alguém acenou para ela, dirigiu-se até uma mesa que se encontrava em um canto isolado e menos iluminado do que o restante do bar, para ela seria fácil localiza-lo, mas para ele não, Rhiannon disse que usaria uma jaqueta e botas, seria mais simples assim.

Enquanto se aproximava notou a mesma aura que rodeava Durval sobre aquele pálido homem de olhos e cabelos escuros, sua aparência era esquelética. A mistura que tomara na noite anterior evitou que novamente sentisse aquela dor paralisante. Com um sorriso convencido o vampiro fez sinal para que ela se sentasse.

Rhiannon aceitou o convite olhando em volta. Sentiu-se uma tola por não ter ficado no seu quarto bagunçado remexeu em sua bolsa e retirou o baralho colocando sobre a mesa.

― Então, o que busca saber? – Perguntou sem encarar o vampiro, fingia estar concentrada em suas cartas.

― Quero saber o que houve com um colega meu... – Respondeu o mesmo com a voz intensa. 

A jovem nada disse, apenas embaralhou as cartas e as colocou sobre a mesa novamente, pediu para ele escolhesse uma delas que fora espalhada.

A lamina escolhida foi a carta “Os Ratos”, e logo Rhiannon soube que se tratava de Durval, pois representava toda energia negativa e perigosa. Disfarçando seu desconforto a jovem retirou mais uma carta, o que viu lhe fez perder o ar, sentia-se gelada, era “A Raposa”, a carta que representava armadilhas. E percebera que acabara de cair em uma. 

― O colega que busca está morto ― Respondeu com a voz rouca ― Ele se envolveu com algo que não devia... ― Completou parecendo inquieta.

Depois de recolhido e guardado o baralho, ela se levantou, o vampiro segurou seu pulso.


― Você não saberia quem o matou, ou saberia ? – Perguntou ele, tentando conter um sorriso. 

Em seu interior a jovem estava em pânico. Sabia que algo iria lhe acontecer, mas prometera não denunciar Lucian e manteria sua palavra até o fim. Estremeceu ao sentir os dedos gelados em sua pele. 

― Infelizmente não sei... Desculpe — Sentiu a garganta secar e praguejou mentalmente ao notar que sua voz saíra entre cortada. Estava perdida. 

O vampiro lhe soltou a mão e ela foi embora apressada, sabia que deveria ter trazido consigo a mistura que fizera na noite anterior, isso lhe daria uma chance de escapar.

Caminhado alguns metros, Rhiannon se pôs a correr, já estava próxima a pensão quando sentiu algo puxar seu braço e em seguida foi empurrada contra uma parede, o impacto fez com que suas costas doessem.

― Ai ... – Gemeu, foi então que sentiu uma mão sobre seu pescoço, pressionando-a contra a parede.


Estavam em um beco escuro, seu coração batia em ritmo frenético, tentou gritar, mas não conseguia, não tinha reação.

― Você fede a lobo sabia? Mas nesse momento isso não me interessa, há alguém que deseja lhe conhecer.

Rhiannon reconheceu aquela voz, era o vampiro de minutos atrás, ele riu, o som daquela risada asquerosa foi para a jovem o presságio de um destino doloroso.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptyDom 27 Jul 2014 - 18:14


Jhaeson encarava a jovem, de cabelos castanhos, sua expressão era confusa e perdida, mas não vacilou se manteve firme, ela falou que não possuía um bando e que não queria ser daquele jeito isso, revelou que ela havia sido mudada sem sua vontade e agora estava enfrentando os efeitos.

Ela relatou não conseguir controlar a raiva crescente ou a dor que parecia rasgar os músculos, a descrição de uma fera dentro dela esta muito correto de se dizer e de fato ela precisava de ajuda, mas se ela não tinha um bando isso seria perigoso, ele precisava saber a historia dela antes de tomar uma decisão.

Com relutância ele disse seu nome, Jaina por um tempo ela parecia controlada as garras voltaram ao normal, então Jhaeson falou:

GRÃ- BRETANHA - Página 4 2hx368n
― Me chamo Jhaeson Blayke é eu sou um lobisomem e você também acaba de se tornar um, me conte sua historia, a vida de um Omega pode ser bem difícil as vezes talvez podemos achar uma solução, mas uma cura... Isso somente a morte a libertará, se você vai tratar isso como uma bênção ou maldição caberá a você.
Em uma outra área longe daquele lugar, Rhiannon sofria as consequências de sua escolha, ao sair para uma consulta se viu encurralada por um vampiro, que parecia ser conhecido de Durval, o vampiro morto por Lucian e Jhaeson.

Esta em tal situação colocava em risco ela e eles, sendo que havia prometido guardar segredo deles, mas pressionada contra a parede em um beco escuro ela não poderia fazer muita coisa, seu coração batida acelerado, nem mesmo gritar era possível.

O vampiro fez uma careta quando falou que ela cheirava a lobo, mas isso não o interessou, ele avisou que alguém queria conhece-la. Se estas palavras foram ameaçadoras ou não para Rhiannon ela logo iria descobrir.

Ao entrar no alcance da luz fraca de alguns postes de luz, viu o rosto magro, do vampiro que se consultara com ela, ele sorriu seus olhos brilharam, enquanto suas pressas cresciam.

GRÃ- BRETANHA - Página 4 5x05g9
― Pobre criança... Achou mesmo que poderia fazer o que quisesse que ninguém iria fazer nada, meu senhor ficará feliz com sua presença e talvez eu consiga alguma recompensa... —Falou o vampiro tirando um pano branco do bolso.

Ele parecia esta umedecido ele já havia preparado tudo, segurando a jovem pelo pescoço colocou o pano sobre a boca e o nariz dela, que lutava para escapar, mas era impossível, ela não era forte o bastante.

GRÃ- BRETANHA - Página 4 21nkuw4
― Agora durma, pois quando acordar seu pesadelo vai começar. ― Sorriu enquanto a visão da jovem se apagava, seu corpo amoleceu sem apresentar resistência a colocando no ombro saiu pelas ruas escuras desaparecendo.


Última edição por WELL em Seg 4 Ago 2014 - 1:00, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySeg 28 Jul 2014 - 17:03

O homem parecia interessado nas palavras de Jaina, disse se chamar Jhaeson Blayke, e Jaina balançou a cabeça em uma forma de assentimento.

Ele disse também que não havia cura, palavras que deixaram Jaina um pouco tonta, ela pelo menos achava que poderia haver uma solução para fugir disso, o que infelizmente não podia, como caçadora deveria saber que tal mal não poderia ser desfeito.

Enquanto Jhaeson terminava de falar, Jaina pensava se era certo confiar em um homem lobo que conhecera naquele momento, ele poderia ser perigoso e ter algo não tão agradável em mente afinal Jaina parecia e estava vulnerável mas por outro lado quem mais a ajudaria, então só lhe restava arriscar, ela não tinha escolha.

—  Neste momento isso para mim é apenas uma maldição! — Disse Jaina que no momento já estava mais calma. — Mas enfim, não tenho muito o que dizer sobre mim. Eu me mudei há alguns anos para um apartamento por aqui e trabalho bastante, mas acho que isso não é muito interessante. — Disse esboçando um leve sorriso no canto da boca.

Ela realmente não sabia, sua “história” não era lá uma das melhores e também não era muito boa com palavras, mas mesmo assim tentou continuar.

— Bom, resumindo, eu sou uma caçadora e caço lobisomens, criaturas da sua raça. — Nesse momento ela deu uma leve piscada para Jhaeson. — Até que entrei em uma briga com um lobisomem e fui arranhada profundamente, deveria ser um alfa para isso acontecer... — Concluiu meio desanimada.

Jaina tentava convencer Jhaeson de que merecia ajuda, ela sabia que mentir não ajudaria em nada por isso disse a verdade, mas sabendo quem era, ele a ajudaria? Alguém que caçava os de sua espécie... Mas estava cansada e começava a sentir tonturas, e aquele sentimento parecia comprimi-la por dentro.

— O que me diz de irmos para um lugar um pouco melhor, ficar aqui me faz apenas sentir fúria... Como se estivesse encurralada. — Sentiu um calor queimar seu corpo, seus cabelos estavam soltos, para tentar aliviar amarrou-os para que o vento aliviasse sua temperatura.
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySeg 28 Jul 2014 - 17:28

Os olhos de Jhaeson analisava a garota, ela poderia ser um perigo ainda mais se estivesse descontrolada, ela falou que ser um lobisomem era uma maldição, mas quem poderia culpá-la por isso? Se tornar uma criatura sem sua vontade as vezes ferir pessoas inocentes por não se controlar, requer muita força de vontade para resistir a isso, Jhaeson sabia disso.

O desprezo na voz da garota revela estresse, como se tivesse uma parte que ela tentava  esconder, mas ela não estava mentindo, ela de fato trabalhava bastante e morava por ali, mas o que surpreendeu foram as palavras seguintes.

Ela era uma caçadora, e matava lobisomens, e agora se tornou um deles, seria comigo se não fosse trágico tal situação, qual sentimento e pensamento deve passar na mente de uma pessoa assim? Jhaeson se perguntou, a mente dela deveria esta uma loucura, ela tentava parecer despreocupada.

Mais o que Jhaeson poderia fazer... Após descobrir tais revelações, seria sábio acabar com ela ali mesmo, mesmo que agora fosse igual a ele, as mãos dela estava manchada de sangue dos de sua espécie, ele respirou tranquilamente sem deixar transparecer nada.

Ouviu ela relatar o confronto com o lobisomem que a feriu, e isso despertou seu interesse, afinal ela matará um alfa isso não era uma tarefa fácil, após isso pediu para irmos para um lugar melhor, pois o beco não era o melhor lugar para alguém que precisava se manter calma.

— Não podemos sair daqui ainda... Você esta instável demais, não quero que ataque pessoas inocentes. Deve esta se sentindo muito mal não é mesmo? Afinal por capricho do destino se tornou aquilo que caça o que esta achando...  — As palavras saíram duras dos lábios de Jhaeson.

De fato a possibilidade de acabar com ela era tentadora, eles já possuíam problemas demais, mas Ele sabia que Lucian o odiaria se fizesse tal coisa, o coração nobre dele, as vezes era incapaz de fazer o que era preciso, era este seu maior poder, mais sua maior fraqueza, suspirou diante da mulher, retraindo suas garras enquanto seus olhos retornavam ao verde claro.

— Você precisa aprender a se controlar, e fazer isso e necessário tempo ou a ajuda de um alfa, mas como e uma caçadora você deve ter um código de honra, você já decidiu o que fará? Agora você será caçada como um dia caçou, o que pensa em fazer? — Observou a garota.

A noite apresentava ainda mais um perigo, controlar a fúria era mais difícil, Jhaeson não sabia quanto ele poderia arriscar mais precisava saber, que atitude tomar, se fosse para proteger seu bando e Lucian ele não se importava de acabar com ela mesmo que isso o deixasse mal perante seu Alfa.


Última edição por WELL em Seg 4 Ago 2014 - 1:01, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: GRÃ- BRETANHA   GRÃ- BRETANHA - Página 4 EmptySeg 28 Jul 2014 - 20:23

As palavras saíram da boca de Jhaeson como farpas e Jaina não se sentia nada confortável em se lembrar daquilo.

— Sim, como você pode ver eu não pareço estar bem. — Disse enquanto se abanava com as mãos, sentindo aquela ferocidade crescer.

O homem fizera uma pergunta que nem Jaina sabia como responder ou se tinha uma resposta, como ela iria lidar com os outros caçadores? “― Estou ferrada...” ― Pensava. Era tudo muito novo, os sintomas tinham acabado de começar e só de pensar em sua transformação em lobo sentia náusea.

— Acho que... Bom... — Jaina não sabia o que dizer, era difícil pra ela essa situação. — Primeiro eu preciso aprender a me controlar, talvez isso seja uma vantagem... — Falou diminuindo o tom da voz como que parando para pensar.

Ela começava a perceber que agora estava mais forte entre outras vantagens, caçar agora não seria uma tarefa tão difícil, mas ela não poderia dizer isso à Jhaeson, pois ele não a ajudaria, entretanto ele não transparecia ser uma má pessoa e parecia estar disposto a ajudá-la.

— Olha, vou ser sincera com você, por agora não irei caçar, não sei quanto ao futuro, no momento só quero parar essa raiva incontrolável. Não consigo imaginar as consequências que surgirão após isso. — As palavras foram verdadeiras.

Jaina então parou e pensou um pouco mais, analisava Jhaeson como se tentasse o desvendar de alguma coisa, ele perguntara sobre ela, mas ela também gostaria de saber sobre ele.

— E quanto a você? Existem mais de você por aqui? Se vai me ajudar precisamos nos entender, não quero que esse confronto aconteça de novo por motivos bestas. — Falou enquanto se aproximava um pouco mais dele.
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